quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Saúde

Exposição prolongada ao sol em Fortaleza exige cuidados redobrados com a pele

A exposição prolongada ao sol pode causar queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer de pele. Saiba como proteger a pele antes, durante e depois de atividades ao ar livre em Fortaleza.

A exposição prolongada ao sol exige cuidados permanentes com a pele, especialmente durante atividades ao ar livre, na praia, em piscinas, caminhadas, exercícios e trabalhos realizados sob radiação solar. Em Fortaleza, a proteção deve fazer parte da rotina, e não apenas dos dias de lazer.

A radiação ultravioleta pode provocar vermelhidão, dor, queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e lesões nos olhos. A exposição excessiva e repetida também está associada ao aumento do risco de câncer de pele. Por isso, o protetor solar deve ser combinado com sombra, roupas adequadas, chapéu ou boné e óculos com proteção contra raios ultravioleta. (gov.br)

Por que a exposição prolongada ao sol é prejudicial

A radiação ultravioleta é formada principalmente pelos raios UVA e UVB. A radiação UVA penetra mais profundamente na pele e está relacionada ao fotoenvelhecimento e a alterações celulares. Já a UVB tem papel importante nas queimaduras solares e também contribui para o desenvolvimento do câncer de pele.

Os danos causados pelo sol são cumulativos. Isso significa que a pele registra as exposições ao longo da vida, inclusive aquelas ocorridas na infância e na adolescência. Uma queimadura isolada não é o único fator de preocupação: o risco também está relacionado à repetição de períodos longos sob o sol e à falta de proteção adequada. (gov.br)

O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil. Pessoas de pele clara, com olhos claros, histórico pessoal ou familiar da doença, doenças cutâneas prévias ou exposição ocupacional ao sol podem apresentar maior risco. Pessoas negras e com pele mais escura também precisam se proteger, pois não estão livres de queimaduras, manchas ou câncer de pele. (gov.br)

Evite os horários de maior intensidade solar

Uma das principais medidas de prevenção é reduzir o tempo de exposição entre 10h e 16h, período indicado pelo Instituto Nacional de Câncer e pelo Ministério da Saúde como de maior intensidade da radiação ultravioleta. Quando não for possível evitar esse intervalo, é importante buscar áreas de sombra e reforçar as barreiras físicas de proteção. (gov.br)

A sombra de árvores, marquises, toldos e guarda-sóis ajuda a diminuir a exposição direta. No entanto, ela não elimina completamente a radiação, que pode ser refletida por superfícies como areia, água, pisos claros e paredes. Por isso, mesmo em locais cobertos, o uso de roupas, chapéu, óculos e protetor solar continua recomendado.

Também é importante não confiar apenas na sensação de calor. A radiação ultravioleta pode causar danos mesmo quando o céu está nublado ou quando a temperatura não parece tão alta. O Ministério da Saúde orienta manter as medidas de proteção também nesses dias. (gov.br)

Como usar o protetor solar corretamente

O protetor solar deve ser aplicado antes da exposição ao sol, cobrindo todas as áreas expostas. O Ministério da Saúde e o INCA orientam reaplicar o produto, em geral, a cada duas horas durante a exposição e sempre depois de nadar, suar intensamente ou se secar com a toalha. Mesmo os produtos classificados como resistentes à água precisam ser reaplicados nessas situações. (gov.br)

É importante espalhar o produto em regiões que costumam ser esquecidas, como orelhas, nuca, dorso das mãos, pés, ombros, colo e linha do cabelo. Os lábios também precisam de proteção específica, com produto desenvolvido para essa área. A quantidade aplicada influencia o nível de proteção obtido: uma camada muito fina pode oferecer proteção inferior à indicada na embalagem.

Na escolha do produto, procure um protetor de amplo espectro, com proteção contra UVA e UVB. O fator de proteção solar deve ser escolhido considerando o tipo de pele, a intensidade da exposição e a orientação de um profissional de saúde. Para atividades ao ar livre, órgãos de saúde recomendam atenção especial à proteção e o uso de produtos adequados à rotina, à transpiração e ao contato com a água. (gov.br)

O protetor solar não deve ser usado para prolongar o tempo de permanência sob o sol nem para estimular o bronzeamento. Ele é uma medida complementar e não substitui a busca por sombra, o uso de roupas e a redução da exposição nos horários mais intensos. (gov.br)

Use roupas, chapéu e óculos com proteção UV

Roupas que cubram braços, ombros e pernas podem reduzir a incidência direta da radiação sobre a pele. Para quem permanece muitas horas ao ar livre, tecidos mais fechados ou com proteção ultravioleta podem ser alternativas úteis. Camisas de manga longa, calças leves, bonés e chapéus de abas largas ajudam a proteger áreas que frequentemente ficam expostas.

O chapéu de abas largas oferece cobertura adicional para rosto, orelhas e nuca. Bonés comuns podem proteger parte do rosto, mas deixam algumas regiões expostas. Os óculos de sol devem ter proteção contra raios ultravioleta, pois a radiação também pode causar danos aos olhos. (gov.br)

Quem trabalha ao ar livre deve adotar uma estratégia combinada: organizar, quando possível, as atividades mais pesadas fora dos períodos de maior radiação, fazer pausas em locais de sombra, usar roupas apropriadas e manter a hidratação. A proteção ocupacional precisa ser incorporada à rotina, já que a exposição diária e repetida aumenta o risco de danos acumulados.

Hidratação também faz parte da proteção

A exposição ao calor e ao sol aumenta a perda de líquidos pelo suor. Beber água ao longo do dia ajuda a reduzir o risco de desidratação, principalmente durante exercícios, deslocamentos longos e atividades na praia ou em áreas sem cobertura.

Além da ingestão de líquidos, é recomendável fazer pausas, evitar esforço excessivo nos horários mais quentes e observar sinais como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náusea, confusão, pele muito quente ou desmaio. Esses sintomas podem indicar problemas relacionados ao calor e exigem afastamento imediato do sol e avaliação médica, especialmente quando são intensos ou persistentes. (gov.br)

Bebidas alcoólicas não são uma estratégia de hidratação e podem favorecer a desidratação. Em atividades prolongadas, a orientação de um profissional de saúde pode ser necessária para avaliar a reposição adequada de líquidos e sais minerais, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

O que fazer depois de uma queimadura solar

A pele queimada pelo sol deve ser retirada da exposição e protegida de novas agressões. O banho pode ser morno ou fresco, sem esfregar a região. Roupas largas e macias ajudam a diminuir o atrito, e a ingestão de água contribui para a hidratação do organismo.

Não é recomendado estourar bolhas, aplicar receitas caseiras ou usar produtos que possam irritar a pele. Cremes, pomadas e medicamentos devem ser utilizados conforme orientação de profissional habilitado, especialmente quando houver dor intensa, áreas extensas atingidas ou suspeita de infecção.

É importante procurar atendimento de saúde quando a queimadura apresentar bolhas extensas, dor intensa, febre, calafrios, vômitos, confusão, desmaio, sinais de desidratação ou atingir o rosto, os olhos, as mãos ou áreas íntimas. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas merecem atenção especial.

Observe manchas, pintas e feridas que não cicatrizam

A prevenção não termina com o uso do protetor solar. Observar a própria pele ajuda a identificar alterações que precisam de avaliação. Manchas ou pintas que mudam de tamanho, formato ou cor, feridas que não cicatrizam, lesões que coçam, ardem, descamam ou sangram devem ser examinadas por um médico.

Também é importante observar áreas pouco visíveis, como couro cabeludo, costas, orelhas, plantas dos pés e entre os dedos. O autoexame pode ajudar a perceber mudanças, mas não substitui a avaliação dermatológica. Ao notar uma alteração persistente ou diferente das demais, procure uma unidade de saúde ou um dermatologista. (bvs.saude.gov.br)

Crianças precisam de proteção reforçada

A infância é uma fase de maior vulnerabilidade aos efeitos acumulados da radiação ultravioleta. Crianças devem permanecer preferencialmente em locais protegidos, usar roupas adequadas, chapéu e protetor solar conforme a idade e a orientação do pediatra ou dermatologista.

Bebês exigem cuidados específicos. A exposição direta e prolongada ao sol deve ser evitada, e qualquer produto usado na pele deve ser compatível com a faixa etária. Em caso de dúvida, a família deve buscar orientação profissional.

Checklist para atividades ao ar livre

  • Evite permanecer sob o sol entre 10h e 16h sempre que possível.
  • Aplique protetor solar antes de sair e reaplique durante a exposição.
  • Reforce a aplicação após nadar, suar muito ou se secar com a toalha.
  • Use chapéu ou boné, roupas que cubram a pele e óculos com proteção UV.
  • Procure sombra, mas não abandone as demais medidas de proteção.
  • Beba água e faça pausas em locais frescos.
  • Observe queimaduras, bolhas, manchas e feridas persistentes.
  • Procure atendimento se houver sintomas intensos ou sinais de lesão suspeita.

Adotar esses cuidados reduz os efeitos da exposição prolongada ao sol, mas não elimina completamente os riscos. A proteção deve ser contínua, inclusive em dias nublados e durante atividades rotineiras. Em caso de dúvida sobre queimaduras, manchas, pintas ou produtos para a pele, procure orientação de um profissional de saúde.