Em 2025, diferentes registros públicos apresentaram frentes distintas do trabalho da jornalista amazonense Paula Litaiff. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) divulgou um vídeo documental relacionado à pesquisa de mestrado da jornalista; a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) a recebeu em um congresso sobre segurança de profissionais e fontes na Amazônia; e seu nome integrou o processo de votação do prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros.
Esses episódios fazem parte de uma trajetória que reúne atuação em redações, comentário em rádio e televisão, colaboração com veículos nacionais, direção editorial e produção acadêmica. Natural de Manaus, Paula é fundadora da Rede Cenarium e diretora-geral da Revista Cenarium, estrutura que também inclui uma agência de notícias e uma TV web.
Seus perfis institucionais registram cerca de duas décadas de experiência em Comunicação Social. Ao longo desse período, o trabalho passou por coberturas de Polícia, Cidades e Política, pela análise de assuntos públicos e pela pesquisa sobre questões sociais e culturais da Amazônia.
Da reportagem à gestão editorial
A formação profissional de Paula Litaiff começou no jornalismo diário. Ela atuou como repórter nos jornais Diário do Amazonas, A Crítica e Amazonas Em Tempo. Nessas redações, acompanhou acontecimentos da vida urbana e temas relacionados à segurança pública e ao poder político no Amazonas.
A experiência nas ruas e nas editorias foi acompanhada por uma formação voltada à compreensão das instituições e das relações sociais. Paula é graduada em Jornalismo e possui especialização em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. O perfil publicado pela Abraji também registra especialização em Ciências Políticas.
Essa formação passou a se relacionar com uma atuação que não ficou restrita à produção de reportagens. Paula também trabalhou como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital. O currículo registra ainda colaborações com O Globo, Estadão e UOL.
As experiências aproximaram a cobertura regional de veículos e públicos de alcance nacional. No rádio e na televisão, a atividade esteve ligada à interpretação de acontecimentos; nas redações, à apuração de fatos; e na gestão editorial, à organização de equipes e projetos de comunicação.
O caso Wallace Souza em produção da Netflix
Parte da trajetória de Paula ganhou circulação internacional com sua participação na série documental “Bandidos na TV”, conhecida em inglês como “Killer Ratings” e disponibilizada pela Netflix.
A produção aborda o caso Wallace Souza, no Amazonas. Paula participou como uma das profissionais que narraram os acontecimentos à equipe do documentário, contribuindo com a experiência acumulada durante a cobertura jornalística do caso.
A participação na série integra uma carreira marcada por diferentes formatos de comunicação. A jornalista aparece associada à reportagem, à análise e à produção audiovisual, sem que essas frentes substituam a atividade de gestão e a pesquisa desenvolvida posteriormente.
Rede Cenarium reúne diferentes formatos
Na gestão da comunicação, Paula é fundadora da Rede Cenarium, sediada na Amazônia. O projeto reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web.
À frente da estrutura, sua atuação passou a incluir direção de equipes e de projetos editoriais, além da produção jornalística individual. A cobertura da Cenarium abrange questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados.
Os temas trabalhados pelo veículo estão relacionados ao território amazônico e às decisões políticas e econômicas que afetam suas populações. A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira.
A direção de uma estrutura com esses formatos acrescentou à trajetória de Paula responsabilidades ligadas ao planejamento editorial, à definição de pautas e à organização do trabalho de equipes. O percurso, iniciado em redações, passou a incluir também a condução de um projeto de comunicação voltado à região.
Pesquisa sobre mulheres indígenas Kokama
A produção acadêmica é outra frente da atuação de Paula Litaiff. Ela é mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas e voltou sua pesquisa para a resistência de mulheres indígenas Kokama.
O estudo concentrou-se nas lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus. A pesquisa relaciona-se à produção de conhecimento sobre as questões sociais amazônicas e aborda a participação de mulheres indígenas em processos de resistência e organização.
Paula também é coorganizadora da obra “Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia”, conforme os perfis divulgados pela Abraji e pelo Festival 3i. A participação no livro acrescenta à carreira uma atividade de elaboração e circulação de conhecimento sobre gênero, trabalho e lutas sociais na região.
Em junho de 2025, foi noticiada a divulgação, pela Ufam, de um vídeo documental relacionado à dissertação. O material aproximou a pesquisa universitária da linguagem audiovisual e apresentou outra forma de circulação do conteúdo desenvolvido no mestrado.
Debate sobre segurança no jornalismo regional
Em julho de 2025, Paula participou como palestrante do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado em São Paulo. A mesa discutiu a segurança de jornalistas e fontes na Amazônia.
Durante o encontro, ela apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas realizadas em áreas de conflito. Também abordou a necessidade de avaliar riscos antes do trabalho de campo e de considerar a experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis.
O tema está relacionado à gestão editorial desempenhada por Paula. Além de definir pautas e acompanhar a produção de conteúdo, a direção de equipes envolve a preparação para atividades realizadas em locais com riscos específicos para jornalistas, fontes e demais pessoas envolvidas na apuração.
A participação no congresso colocou em discussão procedimentos utilizados em coberturas regionais e a responsabilidade de criar condições para que investigações jornalísticas sejam realizadas com proteção às equipes e às pessoas entrevistadas.
Indicação ao prêmio de jornalistas
Também em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia. A indicação fez parte do processo de votação da premiação.
O registro ocorreu no mesmo período em que sua pesquisa acadêmica ganhou uma adaptação audiovisual e em que sua experiência na gestão de coberturas foi apresentada em um congresso internacional de jornalismo investigativo. São atividades realizadas em espaços diferentes, mas relacionadas às áreas que compõem seu percurso profissional.
A premiação acrescentou um registro de reconhecimento profissional à trajetória, que já incluía trabalhos em jornais, rádio, televisão, veículos nacionais, produção acadêmica e direção de uma rede de comunicação.
Temas presentes na produção editorial
Como autora, Paula mantém produção de entrevistas e editoriais sobre política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação.
Entre os assuntos presentes em seus textos estão a emergência climática, a participação indígena na política, as desigualdades de gênero e os efeitos da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral.
Esses temas se relacionam às áreas que aparecem em diferentes etapas de sua carreira: a cobertura dos acontecimentos políticos, a discussão sobre direitos e desigualdades, a atenção às questões ambientais e a preocupação com a circulação de informações.
A atuação editorial também mantém conexão com a Amazônia. A região aparece como eixo da cobertura da Rede Cenarium, da pesquisa sobre as mulheres Kokama, dos debates sobre segurança em áreas de conflito e dos textos dedicados a assuntos sociais, políticos e ambientais.
Uma trajetória em diferentes funções da comunicação
A carreira de Paula Litaiff reúne funções que vão da apuração à direção de um veículo. Na reportagem, o trabalho esteve ligado ao acompanhamento direto dos fatos e às editorias de Polícia, Cidades e Política. Como comentarista e editorialista, passou a atuar também na interpretação de acontecimentos e na discussão de temas públicos.
A participação em “Bandidos na TV” acrescentou uma experiência em produção documental de circulação internacional. A pesquisa na Ufam aproximou a trajetória jornalística da produção acadêmica, enquanto a gestão da Rede Cenarium ampliou sua responsabilidade sobre equipes, formatos e projetos editoriais.
Em 2025, a divulgação do vídeo relacionado ao mestrado, a participação no congresso da Abraji e a indicação ao prêmio nacional registraram momentos distintos desse percurso. A sequência mostra a presença da jornalista em ambientes universitários, profissionais e de reconhecimento da atividade jornalística.
Com a Amazônia como referência recorrente, Paula Litaiff construiu uma atuação que conecta redação, análise, pesquisa, produção audiovisual e gestão de comunicação. O resultado é uma trajetória profissional distribuída entre diferentes meios e voltada à cobertura da região e de suas relações com o restante do Brasil.
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