terça-feira, 15 de setembro de 2026
Política

Urnas eletrônicas são defendidas por Hugo Motta durante exposição no Congresso

Hugo Motta reafirmou a confiança nas urnas eletrônicas durante a abertura da exposição “O Caminho do Voto”, no Congresso Nacional, e defendeu medidas contra a desinformação nas eleições.
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou a defesa do sistema eleitoral brasileiro e destacou a segurança, a transparência e a confiabilidade das urnas eletrônicas. A declaração ocorreu durante a abertura da exposição “O Caminho do Voto”, realizada no Salão Negro do Congresso Nacional, na terça-feira (8).

Segundo Motta, o voto é resultado de um processo construído e aperfeiçoado ao longo do tempo. Para o presidente da Câmara, ampliar o conhecimento da população sobre as etapas da votação e da apuração contribui para fortalecer a confiança nas instituições responsáveis pelas eleições.

Urna eletrônica completa 30 anos em 2026

Durante o evento, Hugo Motta lembrou que a urna eletrônica completa 30 anos de utilização no Brasil em 2026. O equipamento foi utilizado pela primeira vez no país em 1996, marcando uma mudança gradual na forma de votação e de totalização dos resultados eleitorais.

O presidente da Câmara afirmou que, desde a estreia, a Justiça Eleitoral desenvolveu sucessivas gerações de equipamentos e aperfeiçoou procedimentos relacionados ao processo de votação. A evolução, de acordo com Motta, faz parte de um conjunto de mudanças implementadas ao longo das últimas três décadas.

“Em 2026, a urna eletrônica completa 30 anos de utilização no Brasil. Desde sua estreia, em 1996, a Justiça Eleitoral desenvolveu sucessivas gerações de equipamentos e aperfeiçoou procedimentos relacionados ao processo de votação e totalização dos resultados”, lembrou.

Participação do Congresso no sistema eleitoral

Hugo Motta também destacou a participação do Poder Legislativo na construção das regras que sustentam o sistema eleitoral brasileiro. Na avaliação do deputado, o Congresso Nacional contribuiu para estabelecer as bases jurídicas que permitiram a modernização do processo de votação.

“Foi o Congresso Nacional que estabeleceu as bases jurídicas que permitiram a modernização do processo eleitoral ao longo das últimas três décadas”, afirmou.

A declaração relaciona o desenvolvimento das urnas eletrônicas a mudanças legais e institucionais que acompanharam a evolução da Justiça Eleitoral. O processo inclui tanto a adoção de novos equipamentos quanto o aperfeiçoamento de procedimentos de votação e totalização.

Inteligência artificial aumenta desafio contra desinformação

Além de abordar a evolução das urnas eletrônicas, o presidente da Câmara chamou atenção para os impactos da inteligência artificial no ambiente eleitoral. A tecnologia permite a criação e a manipulação de fotos, áudios e vídeos, o que pode dificultar a identificação de conteúdos falsos ou fora de contexto.

Para Motta, o avanço dessas ferramentas exige vigilância e aperfeiçoamento das normas aplicáveis às eleições. Ele defendeu o combate à desinformação sem abrir mão do equilíbrio entre a proteção do processo eleitoral e a liberdade de expressão.

“Precisamos ser vigilantes no combate à desinformação e no aprimoramento da legislação para garantir eleições limpas, com equilíbrio, respeito à liberdade de expressão e regras claras para os participantes do processo eleitoral”, disse.

A discussão sobre inteligência artificial ganhou espaço no debate eleitoral por causa da possibilidade de produção de conteúdos sintéticos, capazes de simular declarações, imagens ou acontecimentos. Nesse cenário, a definição de regras claras é apontada como um dos desafios para preservar a integridade das campanhas e o direito de escolha dos eleitores.

Exposição mostra etapas do processo eleitoral

A exposição “O Caminho do Voto” apresenta as principais etapas do processo eleitoral e os mecanismos associados à segurança e à transparência das eleições. A mostra foi instalada no Salão Negro do Congresso Nacional e reúne informações sobre a construção e o aperfeiçoamento do sistema brasileiro.

Ao comentar a iniciativa, Hugo Motta afirmou que a exposição evidencia uma trajetória marcada por avanços, inovação e aperfeiçoamentos institucionais. O presidente da Câmara classificou as urnas como seguras, transparentes e confiáveis.

A proposta da mostra é aproximar o público do funcionamento do processo eleitoral, desde os procedimentos relacionados à votação até a totalização dos resultados. A divulgação dessas etapas também busca ampliar o conhecimento sobre as instituições envolvidas e sobre os mecanismos utilizados nas eleições.

Confiança nas instituições

Na avaliação apresentada durante a abertura, o conhecimento sobre o sistema eleitoral é um instrumento para fortalecer a confiança nas instituições. Motta ressaltou que a credibilidade do processo depende não apenas dos equipamentos, mas também das regras, dos procedimentos e da participação dos órgãos responsáveis pela organização das eleições.

O discurso ocorreu em um contexto de atenção crescente aos efeitos da desinformação e ao uso de ferramentas digitais em disputas eleitorais. Ao defender a atualização da legislação, o presidente da Câmara mencionou a necessidade de conciliar segurança do processo, liberdade de expressão e previsibilidade das regras para candidatos, partidos e eleitores.

A exposição no Congresso apresenta, portanto, uma perspectiva histórica sobre a evolução do voto no Brasil e reforça o debate sobre os mecanismos que sustentam as eleições. Para Hugo Motta, conhecer esse percurso é parte importante da defesa do sistema eleitoral brasileiro.

Fonte: Agência Câmara de Notícias